O Chamado da Deusa: A trajetória espiritual e artística de Aparecida Sauer e a missão de conduzir mulheres de volta ao Sagrado
Por trás de cada mulher desperta, há uma história de reencontro com sua própria essência. No caso de Aparecida Sauer, esse reencontro começou cedo — e foi moldado por dons espirituais, arte, dança e uma profunda conexão com o Sagrado Feminino.
“Nasci numa família de médiuns e fui treinada nos conhecimentos e práticas espirituais desde criança, quando já exibia alguns dons mediúnicos”, relembra Aparecida.

Aos 33 anos, uma experiência mística com Jesus e Maria Madalena marcou um divisor de águas em sua jornada.
“Foi um verdadeiro renascimento e definiu com clareza o meu propósito de vida: conduzir as mulheres de volta ao Sagrado.”
Da dança à devoção: o corpo como templo da alma
A espiritualidade sempre dançou ao lado da arte na vida de Aparecida. Desde os 4 anos, ela já se expressava pelo movimento, estudando no Ballet Moderno Enid Sauer. Mas foi na Dança do Ventre, sob a orientação da professora Maira Mattar, que ela sentiu o despertar da Deusa — não como conceito, mas como uma presença viva em seu corpo e consciência.
Anos depois, em 1996, já em Los Angeles, criou o projeto The Goddess BodyPrayer, uma proposta pioneira que une dança do ventre, mudras, véus e meditação em movimento.
“A ideia é revelar a dança única de cada mulher”, explica.

Hoje, na Escola de Mistérios Asas de Ísis, esse trabalho se transformou em um ritual profundo de liberação, empoderamento e celebração do feminino.
“É um retorno ao corpo como templo da alma — a verdadeira dança da sacerdotisa.”
O florescer do Sagrado Feminino
Quando iniciou seu caminho, o termo “Sagrado Feminino” ainda nem existia — falava-se em Espiritualidade Feminina.
“Havia poucas mulheres, mas todas muito comprometidas e dedicadas”, conta.
Com o tempo, o movimento cresceu e se espalhou pelo mundo, ganhando força e visibilidade Mas, segundo ela, a expansão também trouxe desafios.
“O movimento se tornou um pouco mais superficial. Acho importante voltarmos a nos aprofundar nos estudos e nas práticas, pois acredito que as mulheres precisam despertar seu poder interior para que haja maior integração do feminino e masculino — dentro de nós, nas relações, e na sociedade como um todo.”

As faces da Deusa pelo mundo
A busca espiritual de Aparecida a levou a diferentes países, onde viveu experiências místicas marcantes com as grandes Deusas da humanidade.
“Fui iniciada no caminho do feminino por Maria Madalena e em seguida descobri minha conexão com a deusa Ísis. Foram experiências puramente internas”, relata.
No Japão, sentiu a presença amorosa de Amaterasu e Kuan Yin (Kannon), que a acolheram com doçura e lhe mostraram que era hora de brilhar — e assim foi. “Os workshops no Japão foram um grande sucesso, realizei seis turnês com turmas lotadas.”No Havaí, recebeu uma explosão de energia criativa da deusa Pele, e no Egito, viveu momentos de profunda conexão com Ísis, Sekhmet e Hathor, sentindo a força amorosa dessas divindades milenares.
“É lindo perceber que as deusas são muitas, mas o amor é um só. É a Mãe Divina com suas diferentes faces, nomes e funções.”
A arte como portal de cura e expansão
Para Aparecida, espiritualidade e arte são indissociáveis.
“Acredito que a arte é ponte entre espírito e matéria — a arte cura.”
Em sua visão, a iluminação não é algo distante, reservado a templos ou à vida após a morte, mas um estado possível no corpo, no aqui e agora. Na Escola de Mistérios Asas de Ísis, a dança e a música se tornam veículos de incorporação da consciência no corpo físico. Através da mitologia das Deusas, as mulheres aprendem a se reconhecer, curar feridas ancestrais e despertar o poder do feminino em si mesmas.
“Essas antigas histórias nos ensinam a nos valorizar, perdoar, nos libertar, evoluir e aprender a amar verdadeiramente.”
Entre os mitos que mais a inspiram, o de Ísis e Osíris é o fio condutor da Formação Sacerdotisas de Ísis, um mergulho profundo em temas como origem cósmica, vidas passadas, sombra, masculino e feminino interior e o processo de iluminação espiritual.
Entre cartas e memórias: o oráculo e a cura
Outra de suas ferramentas de trabalho é o Tarot Cigano, que surgiu a partir de um chamado espiritual.

“A cigana Madalena se apresentou em sonhos. Primeiro ela me pediu para comprar uma saia e dançar para ela. Depois veio o tarot cigano.”
Com o tempo, o tarot se tornou um instrumento de autoconhecimento e expansão de consciência.
“As cartas revelam o que está oculto no inconsciente — padrões, desejos, medos ou potenciais ainda não manifestos. Cada símbolo é um portal.”
Além das leituras online, Aparecida ensina seu próprio método em um curso digital completo.
Remembering: a Cura de Ísis
Entre as práticas que oferece, uma das mais poderosas é o Remembering — a Cura de Ísis, recebida por ela em estados meditativos profundos.
“Durante essas transmissões, resgatei memórias de vidas passadas no Antigo Egito, nas quais fui sacerdotisa de Ísis.”
A técnica atua nos níveis físico, emocional, espiritual e ancestral, promovendo resgate de alma e reintegração do campo original de luz.
“Remembering é mais do que uma técnica — é um portal que nos reconecta diretamente com a energia de amor, cura e magia da Deusa Ísis, a Mãe da Humanidade.”

Um chamado ao despertar coletivo
Aparecida Sauer é, antes de tudo, uma ponte entre mundos: entre a arte e o espírito, o passado e o presente, o corpo e o divino. Sua missão é clara — guiar mulheres no reencontro com o Sagrado que habita em cada uma delas.
Em um tempo em que o feminino busca curar feridas ancestrais e reequilibrar forças esquecidas, sua mensagem é simples e profunda:
“O corpo é o templo da alma. E a dança é a prece que o desperta.”

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