Fin Studio: quando cuidar do dinheiro começa por entender as pessoas
Atualizado: há 21 horas
Empresa criada por profissionais com trajetória no mercado financeiro amplia o conceito de planejamento patrimonial ao unir investimentos, organização financeira e comportamento
Durante muito tempo, falar sobre planejamento financeiro significou, essencialmente, falar sobre números: quanto investir, onde aplicar, qual patrimônio acumular e quanto seria necessário guardar para a aposentadoria.
Na Fin Studio, a proposta parte de uma pergunta anterior: por que, mesmo sabendo que deveria poupar, tanta gente não consegue organizar a própria vida financeira?

A resposta encontrada por Leonardo Ozório e seus sócios, Rodrigo Carneiro e Fabiano Goulart, ao longo de anos de atuação no mercado financeiro, levou a empresa para além da tradicional recomendação de investimentos. O olhar passou a incluir comportamento, emoções, objetivos de vida e a relação individual que cada pessoa estabelece com o dinheiro.
A história da Fin Studio começou justamente dessa inquietação.
Leonardo e Rodrigo se conheceram trabalhando em uma seguradora, ligados a um fundo de pensão.
Ao longo dessa trajetória, a sociedade também ganhou um novo integrante. No ano passado, Fabiano passou a fazer parte da Fin Studio como sócio e assumiu o braço tributário e fiscal da empresa. Com tantos anos de experiência quanto Leonardo no mercado financeiro e de previdência, Fabiano amplia a atuação da Fin Studio e acrescenta à estrutura da empresa um olhar especializado para as questões tributárias e fiscais que acompanham a gestão patrimonial.
Ao realizar palestras para participantes, Leonardo começou a perceber um padrão: muitas pessoas desconheciam seus direitos previdenciários e, principalmente, não tinham um planejamento claro para o futuro.
“As pessoas não apenas desconheciam os direitos que tinham na previdência, como também não se planejavam.”
A percepção permaneceu durante anos. Cerca de uma década depois, os dois retomaram a conversa e perceberam que enxergavam o mesmo problema por ângulos diferentes.
Leonardo pensava na vida depois da aposentadoria: quanto seria necessário para manter determinado padrão de vida? Como calcular esse custo? Como transformar essas informações em algo compreensível?
Rodrigo olhava para a etapa anterior: a fase de acumulação, quando o indivíduo precisa construir patrimônio para alcançar seus objetivos.
O ponto de encontro foi justamente a aposentadoria.
A partir daí, os dois passaram a adaptar conceitos tradicionalmente utilizados no universo previdenciário e de seguros, como a gestão de ativos e passivos, para uma abordagem mais ampla. Foi quando entraram em contato com o conceito de goal-based investing, ou investimento orientado por objetivos.
A lógica muda a pergunta. Em vez de começar pelo investimento, começa-se pelo objetivo.
Uma viagem daqui a um ano não exige a mesma estratégia de uma aposentadoria planejada para daqui a 25 anos. A compra de um imóvel, a formação de uma reserva ou a realização de um projeto pessoal também possuem prazos, necessidades de liquidez e níveis de risco diferentes.
“Uma carteira para aposentadoria precisa ser diferente de uma carteira para uma viagem daqui a um ano.”
O problema pode começar antes do investimento
Ao testar a metodologia em si mesmos e, posteriormente, em outras pessoas, os sócios perceberam que havia uma etapa anterior que não poderia ser ignorada: a capacidade de poupar.
A pessoa pode até receber uma boa recomendação de investimento. Mas, se não consegue organizar o orçamento, controlar despesas e construir uma reserva, a recomendação dificilmente se transforma em resultado.
Foi nesse ponto que a Fin Studio ampliou sua metodologia.
A análise do comportamento financeiro mostrou situações recorrentes: pessoas que acreditavam gastar determinado valor em restaurantes, por exemplo, mas descobriam, ao olhar os números reais, que o gasto era várias vezes maior.
O orçamento estava no papel. O comportamento, porém, seguia outra lógica.
E foi justamente essa diferença entre aquilo que a pessoa acredita fazer e aquilo que efetivamente faz que levou a empresa a investigar uma dimensão ainda mais profunda: a relação entre dinheiro, emoções e comportamento.

O dinheiro também conta histórias
Para a Fin Studio, o comportamento financeiro não acontece no vácuo.
Medo, ansiedade, impulsividade, necessidade de recompensa, insegurança e diferentes experiências pessoais podem influenciar a maneira como alguém ganha, gasta, poupa ou investe.
A empresa desenvolveu, por isso, um questionário próprio, chamado de DISC financeiro, criado para ajudar a identificar padrões na relação de cada pessoa com o dinheiro.
A ferramenta não tem como objetivo diagnosticar doenças. Seu propósito é promover uma primeira reflexão sobre hábitos, percepção de risco, tomada de decisão e formas de comunicação.
Em determinado momento da trajetória da empresa, a equipe chegou a trabalhar também com uma terapeuta em processos de autoconhecimento.
“A ferramenta técnica, sozinha, não era suficiente. Para que a pessoa mudasse a relação com o dinheiro, precisávamos entender o que estava por trás de suas escolhas.”
Essa visão permanece presente na metodologia atual. Quando uma dificuldade financeira parece estar associada a questões comportamentais mais profundas, a empresa pode recomendar que o cliente busque acompanhamento especializado.
Do orçamento ao patrimônio
Hoje, a Fin Studio trabalha com diferentes níveis de necessidade.
Na base está o Fin Autonomia, aplicativo de organização financeira conectado ao Open Finance. A ferramenta permite acompanhar orçamento previsto e realizado, patrimônio, metas e simulações relacionadas a investimentos e decisões financeiras.
O desenvolvimento do aplicativo também revela uma característica da própria empresa: a busca por transformar conceitos financeiros em ferramentas práticas.
Durante aproximadamente um ano, Leonardo e Rodrigo participaram da construção da solução junto a uma empresa especializada em tecnologia, contribuindo com sugestões a partir da experiência de usuários e profissionais do mercado.
O resultado foi incorporado à marca Fin Studio.
Para clientes que precisam de um acompanhamento mais próximo, existe a consultoria. Nesse trabalho, a equipe analisa investimentos, tributação relacionada às aplicações, organização financeira e objetivos de longo prazo.
Em patrimônios mais elevados, a complexidade aumenta. Questões tributárias, jurídicas, societárias e sucessórias podem passar a fazer parte da equação.
Nesses casos, Leonardo também é associado, na pessoa física, ao family office Alocc TNA, estrutura que permite integrar diferentes dimensões da gestão patrimonial.
A lógica é entender que patrimônio não é apenas uma carteira de investimentos.
A metáfora da estrada
Leonardo usa uma imagem simples para explicar o impacto que o planejamento pode provocar na vida financeira: uma estrada coberta por neblina.
Quem dirige em uma estrada assim enxerga apenas uma pequena parte do caminho. Não sabe exatamente onde está a próxima curva e, por isso, tende a reduzir a velocidade e dirigir com maior insegurança.
O planejamento financeiro funcionaria como uma espécie de iluminação desse caminho.
Quando a pessoa consegue visualizar patrimônio, despesas, objetivos, prazos e possibilidades, algumas decisões deixam de parecer tão nebulosas.
“Quando a gente coloca um pouco de luz sobre as finanças e começa a retirar essa neblina, a pessoa consegue enxergar melhor o caminho.”
Há ainda um componente matemático que ganha força quando o planejamento começa cedo: os juros compostos.
O dinheiro investido passa a gerar rendimentos e, posteriormente, rendimentos sobre os próprios rendimentos. Em planejamentos de longo prazo, esse efeito pode representar uma parcela significativa do patrimônio acumulado.
A consequência prática é importante: quanto mais tempo existe para o dinheiro trabalhar, menor tende a ser o esforço necessário de contribuição para alcançar determinado objetivo, considerando as mesmas premissas de rentabilidade e prazo.
Mas, antes de chegar à matemática, é preciso criar espaço para poupar.
Cada pessoa, uma estratégia
Em um ambiente em que existe uma quantidade enorme de conteúdo financeiro disponível nas redes sociais, a Fin Studio procura se posicionar justamente contra a ideia de que uma única solução pode servir para todos.
Uma recomendação encontrada em um vídeo pode fazer sentido para determinada pessoa e não necessariamente para outra.
Patrimônio, idade, objetivos, prazo, liquidez, tolerância a risco, momento de vida e comportamento são variáveis que mudam de indivíduo para indivíduo.
“Cada pessoa é única e cada história também é única.”
É essa individualização que, segundo Leonardo, está no centro da proposta da empresa.
A Fin Studio produz conteúdo técnico e acompanha as transformações do mercado, mas procura evitar fórmulas universais.
O princípio é simples: antes de escolher o investimento, é preciso entender a pessoa.
Quando o planejamento muda decisões de vida
Os resultados relatados pela empresa aparecem não apenas nos números, mas nas decisões que passam a se tornar possíveis quando existe maior clareza financeira.
Um dos casos citados envolve um cliente com patrimônio relevante que chegou à empresa acreditando que não tinha dinheiro suficiente para realizar todos os projetos que desejava.
Ao organizar os investimentos, os objetivos e os prazos, a análise mostrou outra realidade: havia estrutura financeira para realizar os projetos e, ao mesmo tempo, manter um planejamento de longo prazo para a aposentadoria.
Em outra situação, um casal foi orientado a escrever separadamente seus objetivos financeiros. Quando as duas listas foram colocadas lado a lado, perceberam que desejavam muitas das mesmas coisas.
A descoberta ajudou a transformar um tema que gerava tensão em um ponto de convergência.
Também existem histórias envolvendo endividamento e transições profissionais. Pessoas que não sabiam se poderiam deixar um emprego, empreender ou mudar de vida passaram a tomar decisões com maior clareza depois de compreenderem sua situação financeira.
Não significa que toda decisão passe a ser simples. Significa que ela deixa de ser tomada no escuro.

Saúde financeira como parte da vida
É justamente essa visão mais ampla que define a filosofia da Fin Studio.
A empresa não trata dinheiro como uma dimensão isolada. A saúde financeira se relaciona com outras áreas da vida: família, saúde física, vida social, desenvolvimento intelectual e bem-estar.
Uma dificuldade em uma dessas áreas pode repercutir nas demais.
O dinheiro, nesse contexto, deixa de ser apenas uma ferramenta de consumo ou investimento e passa a ser compreendido como parte da estrutura que sustenta escolhas e projetos.
A comparação usada por Leonardo ajuda a explicar o papel que a Fin Studio pretende ocupar: assim como existem profissionais especializados em diferentes dimensões da saúde, a empresa busca atuar como especialista na dimensão financeira.
“Nosso papel é ajudar a pessoa a compreender essa área, recuperar o controle e colocá-la em equilíbrio com as demais dimensões da vida.”
No fim, talvez a principal mudança proposta pela Fin Studio seja justamente essa: trocar a pergunta “onde devo investir?” por perguntas anteriores e mais fundamentais.
Quanto eu realmente gasto?
O que eu quero construir?
Quanto preciso acumular?
Por que tenho dificuldade de poupar?
Que relação estabeleci com o dinheiro ao longo da vida?
E, principalmente, que tipo de vida quero que o meu dinheiro ajude a construir?
É nesse espaço entre números e escolhas que Leonardo e a Fin Studio encontraram o território de sua atuação: um planejamento financeiro que começa nos investimentos, mas não termina neles.
Contatos:
@finstudio.fa
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