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Fin Studio: quando cuidar do dinheiro começa por entender as pessoas

há 2 dias
7 min de leitura

Atualizado: há 21 horas

Empresa criada por profissionais com trajetória no mercado financeiro amplia o conceito de planejamento patrimonial ao unir investimentos, organização financeira e comportamento


Durante muito tempo, falar sobre planejamento financeiro significou, essencialmente, falar sobre números: quanto investir, onde aplicar, qual patrimônio acumular e quanto seria necessário guardar para a aposentadoria.


Na Fin Studio, a proposta parte de uma pergunta anterior: por que, mesmo sabendo que deveria poupar, tanta gente não consegue organizar a própria vida financeira?



Leonardo Ozório: visão, estratégia e um novo olhar para a vida financeira.
Leonardo Ozório: visão, estratégia e um novo olhar para a vida financeira.


A resposta encontrada por Leonardo Ozório e seus sócios, Rodrigo Carneiro e Fabiano Goulart, ao longo de anos de atuação no mercado financeiro, levou a empresa para além da tradicional recomendação de investimentos. O olhar passou a incluir comportamento, emoções, objetivos de vida e a relação individual que cada pessoa estabelece com o dinheiro.


A história da Fin Studio começou justamente dessa inquietação.


Leonardo e Rodrigo se conheceram trabalhando em uma seguradora, ligados a um fundo de pensão.

Ao longo dessa trajetória, a sociedade também ganhou um novo integrante. No ano passado, Fabiano passou a fazer parte da Fin Studio como sócio e assumiu o braço tributário e fiscal da empresa. Com tantos anos de experiência quanto Leonardo no mercado financeiro e de previdência, Fabiano amplia a atuação da Fin Studio e acrescenta à estrutura da empresa um olhar especializado para as questões tributárias e fiscais que acompanham a gestão patrimonial.


Ao realizar palestras para participantes, Leonardo começou a perceber um padrão: muitas pessoas desconheciam seus direitos previdenciários e, principalmente, não tinham um planejamento claro para o futuro.


“As pessoas não apenas desconheciam os direitos que tinham na previdência, como também não se planejavam.”

A percepção permaneceu durante anos. Cerca de uma década depois, os dois retomaram a conversa e perceberam que enxergavam o mesmo problema por ângulos diferentes.

Leonardo pensava na vida depois da aposentadoria: quanto seria necessário para manter determinado padrão de vida? Como calcular esse custo? Como transformar essas informações em algo compreensível?

Rodrigo olhava para a etapa anterior: a fase de acumulação, quando o indivíduo precisa construir patrimônio para alcançar seus objetivos.


O ponto de encontro foi justamente a aposentadoria.


A partir daí, os dois passaram a adaptar conceitos tradicionalmente utilizados no universo previdenciário e de seguros, como a gestão de ativos e passivos, para uma abordagem mais ampla. Foi quando entraram em contato com o conceito de goal-based investing, ou investimento orientado por objetivos.


A lógica muda a pergunta. Em vez de começar pelo investimento, começa-se pelo objetivo.


Uma viagem daqui a um ano não exige a mesma estratégia de uma aposentadoria planejada para daqui a 25 anos. A compra de um imóvel, a formação de uma reserva ou a realização de um projeto pessoal também possuem prazos, necessidades de liquidez e níveis de risco diferentes.


“Uma carteira para aposentadoria precisa ser diferente de uma carteira para uma viagem daqui a um ano.”

O problema pode começar antes do investimento


Ao testar a metodologia em si mesmos e, posteriormente, em outras pessoas, os sócios perceberam que havia uma etapa anterior que não poderia ser ignorada: a capacidade de poupar.

A pessoa pode até receber uma boa recomendação de investimento. Mas, se não consegue organizar o orçamento, controlar despesas e construir uma reserva, a recomendação dificilmente se transforma em resultado.


Foi nesse ponto que a Fin Studio ampliou sua metodologia.

A análise do comportamento financeiro mostrou situações recorrentes: pessoas que acreditavam gastar determinado valor em restaurantes, por exemplo, mas descobriam, ao olhar os números reais, que o gasto era várias vezes maior.

O orçamento estava no papel. O comportamento, porém, seguia outra lógica.

E foi justamente essa diferença entre aquilo que a pessoa acredita fazer e aquilo que efetivamente faz que levou a empresa a investigar uma dimensão ainda mais profunda: a relação entre dinheiro, emoções e comportamento.


Fin Studio: planejamento financeiro para transformar objetivos em caminhos possíveis.
Fin Studio: planejamento financeiro para transformar objetivos em caminhos possíveis.


O dinheiro também conta histórias


Para a Fin Studio, o comportamento financeiro não acontece no vácuo.


Medo, ansiedade, impulsividade, necessidade de recompensa, insegurança e diferentes experiências pessoais podem influenciar a maneira como alguém ganha, gasta, poupa ou investe.

A empresa desenvolveu, por isso, um questionário próprio, chamado de DISC financeiro, criado para ajudar a identificar padrões na relação de cada pessoa com o dinheiro.


A ferramenta não tem como objetivo diagnosticar doenças. Seu propósito é promover uma primeira reflexão sobre hábitos, percepção de risco, tomada de decisão e formas de comunicação.

Em determinado momento da trajetória da empresa, a equipe chegou a trabalhar também com uma terapeuta em processos de autoconhecimento.

“A ferramenta técnica, sozinha, não era suficiente. Para que a pessoa mudasse a relação com o dinheiro, precisávamos entender o que estava por trás de suas escolhas.”

Essa visão permanece presente na metodologia atual. Quando uma dificuldade financeira parece estar associada a questões comportamentais mais profundas, a empresa pode recomendar que o cliente busque acompanhamento especializado.


Do orçamento ao patrimônio


Hoje, a Fin Studio trabalha com diferentes níveis de necessidade.

Na base está o Fin Autonomia, aplicativo de organização financeira conectado ao Open Finance. A ferramenta permite acompanhar orçamento previsto e realizado, patrimônio, metas e simulações relacionadas a investimentos e decisões financeiras.


O desenvolvimento do aplicativo também revela uma característica da própria empresa: a busca por transformar conceitos financeiros em ferramentas práticas.

Durante aproximadamente um ano, Leonardo e Rodrigo participaram da construção da solução junto a uma empresa especializada em tecnologia, contribuindo com sugestões a partir da experiência de usuários e profissionais do mercado.

O resultado foi incorporado à marca Fin Studio.


Para clientes que precisam de um acompanhamento mais próximo, existe a consultoria. Nesse trabalho, a equipe analisa investimentos, tributação relacionada às aplicações, organização financeira e objetivos de longo prazo.

Em patrimônios mais elevados, a complexidade aumenta. Questões tributárias, jurídicas, societárias e sucessórias podem passar a fazer parte da equação.

Nesses casos, Leonardo também é associado, na pessoa física, ao family office Alocc TNA, estrutura que permite integrar diferentes dimensões da gestão patrimonial.

A lógica é entender que patrimônio não é apenas uma carteira de investimentos.


A metáfora da estrada


Leonardo usa uma imagem simples para explicar o impacto que o planejamento pode provocar na vida financeira: uma estrada coberta por neblina.

Quem dirige em uma estrada assim enxerga apenas uma pequena parte do caminho. Não sabe exatamente onde está a próxima curva e, por isso, tende a reduzir a velocidade e dirigir com maior insegurança.


O planejamento financeiro funcionaria como uma espécie de iluminação desse caminho.

Quando a pessoa consegue visualizar patrimônio, despesas, objetivos, prazos e possibilidades, algumas decisões deixam de parecer tão nebulosas.


“Quando a gente coloca um pouco de luz sobre as finanças e começa a retirar essa neblina, a pessoa consegue enxergar melhor o caminho.”

Há ainda um componente matemático que ganha força quando o planejamento começa cedo: os juros compostos.

O dinheiro investido passa a gerar rendimentos e, posteriormente, rendimentos sobre os próprios rendimentos. Em planejamentos de longo prazo, esse efeito pode representar uma parcela significativa do patrimônio acumulado.


A consequência prática é importante: quanto mais tempo existe para o dinheiro trabalhar, menor tende a ser o esforço necessário de contribuição para alcançar determinado objetivo, considerando as mesmas premissas de rentabilidade e prazo.

Mas, antes de chegar à matemática, é preciso criar espaço para poupar.


Cada pessoa, uma estratégia


Em um ambiente em que existe uma quantidade enorme de conteúdo financeiro disponível nas redes sociais, a Fin Studio procura se posicionar justamente contra a ideia de que uma única solução pode servir para todos.

Uma recomendação encontrada em um vídeo pode fazer sentido para determinada pessoa e não necessariamente para outra.

Patrimônio, idade, objetivos, prazo, liquidez, tolerância a risco, momento de vida e comportamento são variáveis que mudam de indivíduo para indivíduo.


“Cada pessoa é única e cada história também é única.”

É essa individualização que, segundo Leonardo, está no centro da proposta da empresa.

A Fin Studio produz conteúdo técnico e acompanha as transformações do mercado, mas procura evitar fórmulas universais.

O princípio é simples: antes de escolher o investimento, é preciso entender a pessoa.


Quando o planejamento muda decisões de vida


Os resultados relatados pela empresa aparecem não apenas nos números, mas nas decisões que passam a se tornar possíveis quando existe maior clareza financeira.

Um dos casos citados envolve um cliente com patrimônio relevante que chegou à empresa acreditando que não tinha dinheiro suficiente para realizar todos os projetos que desejava.


Ao organizar os investimentos, os objetivos e os prazos, a análise mostrou outra realidade: havia estrutura financeira para realizar os projetos e, ao mesmo tempo, manter um planejamento de longo prazo para a aposentadoria.

Em outra situação, um casal foi orientado a escrever separadamente seus objetivos financeiros. Quando as duas listas foram colocadas lado a lado, perceberam que desejavam muitas das mesmas coisas.


A descoberta ajudou a transformar um tema que gerava tensão em um ponto de convergência.

Também existem histórias envolvendo endividamento e transições profissionais. Pessoas que não sabiam se poderiam deixar um emprego, empreender ou mudar de vida passaram a tomar decisões com maior clareza depois de compreenderem sua situação financeira.

Não significa que toda decisão passe a ser simples. Significa que ela deixa de ser tomada no escuro.


Porque cuidar do futuro também é uma forma de cuidar da vida.
Porque cuidar do futuro também é uma forma de cuidar da vida.

Saúde financeira como parte da vida


É justamente essa visão mais ampla que define a filosofia da Fin Studio.

A empresa não trata dinheiro como uma dimensão isolada. A saúde financeira se relaciona com outras áreas da vida: família, saúde física, vida social, desenvolvimento intelectual e bem-estar.

Uma dificuldade em uma dessas áreas pode repercutir nas demais.

O dinheiro, nesse contexto, deixa de ser apenas uma ferramenta de consumo ou investimento e passa a ser compreendido como parte da estrutura que sustenta escolhas e projetos.

A comparação usada por Leonardo ajuda a explicar o papel que a Fin Studio pretende ocupar: assim como existem profissionais especializados em diferentes dimensões da saúde, a empresa busca atuar como especialista na dimensão financeira.

“Nosso papel é ajudar a pessoa a compreender essa área, recuperar o controle e colocá-la em equilíbrio com as demais dimensões da vida.”

No fim, talvez a principal mudança proposta pela Fin Studio seja justamente essa: trocar a pergunta “onde devo investir?” por perguntas anteriores e mais fundamentais.


Quanto eu realmente gasto?

O que eu quero construir?

Quanto preciso acumular?

Por que tenho dificuldade de poupar?

Que relação estabeleci com o dinheiro ao longo da vida?

E, principalmente, que tipo de vida quero que o meu dinheiro ajude a construir?


É nesse espaço entre números e escolhas que Leonardo e a Fin Studio encontraram o território de sua atuação: um planejamento financeiro que começa nos investimentos, mas não termina neles.



Contatos:


@finstudio.fa

 
 
 

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