Entre o sentir e o habitar: Ana Valente e Thati Cunha reinventam o cuidado com pessoas e espaços
- 9 de fev.
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Atualizado: 25 de fev.
Do caminho terapêutico individual à criação do Feng Shui Intuitivo, duas mulheres unem sensibilidade, presença e consciência para promover transformações profundas de dentro para fora.

A escuta como ponto de partida: a trajetória de Ana
A história de Ana Valente no universo terapêutico começa muito antes de títulos ou métodos. Começa no corpo, na respiração e no silêncio. Praticante de Yoga desde os 15 anos, foi durante o período em que viveu em Londres, imersa em uma rotina acelerada, que a prática deixou de ser apenas um hábito e se tornou essencial para sua saúde física, emocional e espiritual.
“O yoga, a respiração consciente e a meditação transformaram profundamente o meu bem-estar. Dormia melhor, sentia mais clareza, energia vital, presença e confiança”, relembra Ana.
Esse mergulho interior foi o que a conduziu até Rishikesh, na Índia — considerada o berço do Yoga — em busca da essência da prática. Ali, ao se formar professora, ela reconheceu, pela primeira vez, o que define como seu propósito de vida.
“Queria compartilhar essas práticas e levar esse bem-estar a mais pessoas. Foi ali que reconheci o meu propósito e nunca mais fui a mesma”, conta.
Dez anos depois, essa experiência segue sendo o alicerce de tudo o que ela constrói.
Em 2019, ao se mudar para o Brasil, Ana deu forma física ao seu chamado ao inaugurar um Yoga Shala em meio à natureza, na Região dos Lagos. O espaço não apenas acolhe práticas, retiros e encontros, como também potencializou sua sensibilidade para a energia sutil de pessoas e ambientes. Foi nesse contexto que o Reiki entrou em sua trajetória, seguido pelo Feng Shui, que mais tarde ganharia uma nova leitura: intuitiva, sensível e profundamente humana.

Hoje, Ana integra corpo, energia e espaço em seus atendimentos, vivências e retiros.
“Promover bem-estar real, coletivo e sustentável, em pessoas, casas e ambientes de trabalho, é o que me move”, afirma.
É também na natureza que ela se restabelece e recarrega as próprias energias após conduzir encontros intensos e transformadores.
Espiritualidade viva, sem fórmulas prontas
O trabalho terapêutico de Ana se diferencia justamente por não seguir roteiros fixos. Cada encontro é único, construído a partir da escuta, da presença e daquilo que está vivo no momento.
“Nada é pré-formatado ou repetido. Existe sentir, escuta e entrega verdadeira”, explica.
Seja em aulas de yoga, sessões de reiki, rodas de cacau, práticas de voz, canto, dança ou sound healing, o convite é sempre o mesmo: lembrar quem se é, para além das camadas impostas pelo mundo externo.
“Somos energia, somos som e é o som que nos conecta a frequências mais elevadas, a nós mesmos e ao todo”, diz.
As Rodas de Cacau ocupam um lugar especial nesse caminho. Para Ana, o cacau é uma medicina ancestral ligada ao coração e ao amor incondicional.
“Ela atua promovendo acolhimento, abertura do coração e um profundo bem-estar. Para mim, é a medicina do amor.”
Integradas a mantras, música medicina e sound healing, essas vivências criam campos seguros de expressão emocional, silêncio interno e reconexão.
“Vivemos em um mundo que precisa de mais amor e menos guerra, mais união e menos separação”, reflete.
Unir pessoas em roda, cantar e sustentar uma frequência elevada é, para ela, um ato de cuidado coletivo e também político no sentido mais humano da palavra.
O encontro com Thati Cunha e o nascimento do Feng Shui Intuitivo
Alguns encontros não se explicam, se reconhecem. Foi assim quando Ana Valente e Thati Cunha se conheceram durante um retiro. A afinidade não surgiu de discursos ou ideias elaboradas, mas de algo mais silencioso e imediato: uma sintonia profunda de valores, visão e sensibilidade.
“Foi daquelas conexões que não passam pela razão. A gente simplesmente sabe”, lembra Thati.
Antes mesmo de se cruzarem, ambas já percorriam caminhos marcados por transformação interior.
No caso de Thati, a busca pelo autoconhecimento nasceu da vida prática de mudanças, rupturas e recomeços que exigiram presença e coragem.

“Minha jornada começou quando percebi que viver no automático já não fazia sentido. Eu precisava me escutar para continuar.”
Essa escuta ganhou profundidade durante os anos em que viveu nos Estados Unidos. Longe das referências familiares e culturais, encontrou no silêncio um espaço de reorganização interna. Foi ali que aprendeu a sustentar a própria energia, observar padrões e confiar na intuição como ferramenta concreta de orientação.
“Foi uma escola intensa. Aprendi a respeitar os processos e a valorizar o essencial.”
Com formação em design de interiores e marketing digital, Thati sempre transitou entre estética, estrutura e comunicação. Mas a experiência revelou algo fundamental: beleza sem coerência interna não se sustenta.
“Tudo comunica. Os espaços, as escolhas, a forma como vivemos. Nada é apenas visual ou estratégico, precisa fazer sentido energeticamente.”

Esse olhar encontrou eco imediato na trajetória de Ana. Juntas, perceberam que o Feng Shui poderia ir além de regras fixas ou fórmulas tradicionais. Sentiam o chamado de construir uma abordagem mais viva, capaz de considerar a história de cada pessoa, a memória de cada espaço e o momento de vida de quem o habita.
Assim nasceu o Projeto Feng Shui Intuitivo.
Mais do que harmonizar ambientes, a proposta é criar campos de consciência. O processo começa pela escuta da casa, dos moradores e das experiências que atravessam aquele espaço. A partir daí, cada intervenção se torna um gesto de alinhamento entre o mundo interno e o externo.
“A casa é um organismo vivo. Quando cuidada com presença, ela sustenta a transformação de quem vive ali”, explica Ana.
As mudanças podem envolver reorganização de ambientes, escolha de elementos, cores ou orientações sutis que favorecem o fluxo energético. Mas o objetivo nunca é apenas estético. é relacional. Trata-se de reconstruir o vínculo entre pessoas e espaços.
Os efeitos, segundo elas, costumam ser percebidos rapidamente: mais tranquilidade emocional, melhora do sono, clareza mental e sensação de apoio no cotidiano.
“Queremos que a casa deixe de ser só um lugar físico e se torne um aliado real do processo de vida”, resume Thati.
No fundo, o trabalho que desenvolvem juntas não é sobre técnica, decoração ou espiritualidade isolada. É sobre coerência. Sobre criar ambientes que sustentem quem as pessoas estão se tornando.
Porque, como ambas acreditam, transformar o espaço é também uma forma de transformar a maneira de existir dentro dele.
Contatos:
Ana Valente - 21995967558
@ana.wellbeing
Thati Cunha - 21 97147-8893
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